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Vagas para Temporários e Intermitentes devem aumentar no final do ano | 27/09/2018


 

 

 Trabalho temporário aumenta no fim do ano; serviço intermitente deve aumentar em 2018 (Foto: Irandy Ribas/AT)

 
 
Com vagas abertas já a partir desta época, o emprego temporário dá aos trabalhadores praticamente os mesmos direitos dos efetivos. É uma ótima porta de entrada para o mercado. A Tribuna mostrou nesta quarta-feira (26) que, só nos shoppings e padarias da Baixada Santista, serão abertas cerca de 6,1 mil vagas de fim de ano.
 
Lojas de rua também contratarão para atender a alta no movimento do comércio nos próximos meses, em razão do Natal e do Réveillon. O Sindicato do Comércio Varejista ainda está contabilizando quantos postos temporários deverão ser criados.
 
Há três modalidades de contratação possíveis: por prazo determinado, contrato temporário e trabalho intermitente.
 
Segundo especialistas, porém, a Lei do Trabalho Temporário é a mais utilizada. O intermitente, que passou a valer com o início da vigência da reforma trabalhista, em novembro de 2017, deve ganhar espaço neste ano, mas ainda sem dominar o mercado.
 
“No intermitente, o trabalhador é convocado previamente e, concordando, trabalha em certo período, seja em alguns dias ou fim de semana. Os comerciantes preferem o temporário porque têm a certeza de que irão contar com o trabalhador e, por período maior, de dois a três meses”, diz o diretor jurídico da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Wolnei Ferreira.
 
A Lei da Terceirização, que entrou em vigor no ano passado, aumentou de três para seis meses o prazo máximo do contrato temporário, podendo ser prorrogado por outros 90 dias, se a necessidade extra continuar.
 
Porém, a nova legislação e a reforma trabalhista não mexeram nos benefícios. “O trabalhador tem direito à mesma remuneração recebida por empregados efetivos, descanso semanal remunerado, 13º e férias proporcionais, recolhimento de INSS e depósito de FGTS”, diz o diretor da Associação Brasileira de Trabalho Temporário (Asserttem), Cláudio Donizeti de Almeida, destacando que o registro na Carteira de Trabalho é obrigatório.
 
Os únicos direitos não garantidos são os referentes à rescisão contratual: aviso prévio e multa de 40% do FGTS. “É porque o contrato tem dia para começar e dia para terminar”, explica o advogado Fabio Rapp, especialista em Direito do Trabalho.
 
Uma peculiaridade dessa modalidade é que o temporário deve ser contratado por uma agência especializada em mão de obra temporária e, depois, cedido para a empresa contratante.
 
Oportunidade
 
Diretora de certificação da ABRH, Andrea Huggard-Caine diz que, tendo experiência no comércio, é mais fácil arranjar emprego temporário, mas que mesmo quem não tenha trabalhado na área pode conseguir.
 
A especialista em Recursos Humanos da consultoria Luandre, Camilla Ortega Signoretti, reforça que o mais importante é a pessoa “ter disponibilidade de horário, ser disposta e saber lidar com alta demanda”.
 
Ela destaca que o trabalho temporário é “uma porta de entrada para a empresa”. “Um bom funcionário nunca é dispensado totalmente. Ainda que, no momento, não tenha vaga efetiva, com certeza, quando surgir, o trabalhador será lembrado. É preciso dar o melhor e fazer um trabalho de qualidade”.
 
Ganhos proporcionais
 
Como a reforma trabalhista começou a valer só em 11 de novembro de 2017, muito em cima da temporada passada de contratações temporárias, o contrato intermitente só deve passar a ser mais usado neste ano. O advogado Fabio Rapp, especialista em Direito do Trabalho, acredita que os lojistas optarão pelos intermitentes em vez dos temporários.
 
“Em termos de custo-benefício, é melhor, porque o empresário só remunera por aquilo que utilizar do trabalhador. Se o funcionário trabalha duas horas, paga-se por duas horas. É um contrato com grande possibilidade de economia”.
 
Ele pondera, contudo, que o empregado intermitente não tem segurança de remuneração. “Como tudo é pago proporcional ao tempo de trabalho, pode haver casos em que, no fim do mês, o trabalhador tenha recebido menos do que um salário-mínimo mensal”.
 
Outros especialistas entendem que, mesmo que a utilização do intermitente possa aumentar, a contratação pela Lei do Trabalho Temporário ainda será dominante.
 
A Reportagem procurou algumas lojas famosas para saber da modalidade de contrato. O Magazine Luiza é o único que admite o uso dos intermitentes, explicando que mantém um banco de funcionários que são chamados para atuar em “períodos de grande tráfego de clientes”. Segundo a assessoria de imprensa da empresa, o número de funcionários subiu de 22 mil para cerca de 25 mil nos últimos 12 meses, e boa parte desses contratados são intermitentes.
 
 
Leia mais em: http://www.atribuna.com.br/noticias/noticias-detalhe/cidades/vagas-para-temporarios-e-intermitentes-devem-aumentar-no-fim-de-ano/?cHash=75ad6f74c4ffc208e4ab5c79877bb692

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